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Relatório da Cisco mostra que apenas 56% dos alertas de segurança são investigados - 02/02/2017

Relatório da Cisco mostra que apenas 56% dos alertas de segurança são investigados

De acordo com o Relatório Anual de Cibersegurança Cisco® 2017, mais de um terço das organizações que enfrentaram brechas de segurança em 2016 reportaram perdas substanciais de clientes, oportunidades e receita de mais de 20%. O relatório avaliou aproximadamente 3.000 diretores de segurança e líderes em operações de 13 países.


90% dessas organizações estão aprimorando tecnologias e processos de defesa contra ameaças após os ataques, separando funções de TI e segurança (38%), por meio do aumento de treinamentos de conscientização em segurança para seus funcionários (38%) e na implementação de técnicas para abrandar riscos (37%).


Em sua 10ª edição, o relatório global destaca desafios e oportunidades para os times de segurança se defenderem da incansável evolução do cibercrime e mudanças nas formas de ataque. Os executivos de segurança citam restrições orçamentárias, baixa compatibilidade de sistemas e falta de equipe especializada como as principais barreiras para avanços no posicionamento em segurança. Líderes também revelam que seus departamentos de segurança são espaços cada vez mais complexos com 65 das empresas usando de seis até mais de 50 produtos de segurança, aumentando potenciais lacunas na efetividade de segurança.


Para explorar essas lacunas, dados do relatório mostram que os cibercriminosos estão liderando o ressurgimento de vetores “clássicos” de ataques, como adware e spam de e-mail. Spams são responsáveis por quase dois terços (65%) das contas de e-mail, sendo de 8% a 10% maliciosos. O volume global de spam está aumentando, muitas vezes espalhados por botnets grandes.


Mensurar a efetividade das práticas de segurança frente a esses ataques é um dos fatores de maior dificuldade. A Cisco acompanha o progresso em redução do “tempo de detecção de invasão” (TTD), a janela de tempo entre uma invasão bem-sucedida e sua detecção. “Um tempo menor de detecção é crucial para restringir o espaço de operação dos invasores e minimizar os danos desse ataque”, explica Ghassan Dreibi, gerente de desenvolvimento de negócios de Segurança da Cisco América Latina. E completa: “Temos reduzido com sucesso o TTD, antes de  14 horas no início de 2016, para 6 horas em um semestre”. Esse número é baseado em telemetria obtida de produtos de segurança da Cisco implantados em todo o mundo.


O Custo para o Negócio de Ameaças Virtuais: Clientes Perdidos, Receita Perdida


O Relatório Anual de Cibersegurança 2017 revelou o potencial impacto financeiro dos ataques para os negócios, de pequenas a grandes empresas. Mais de 50% das organizações enfrentaram fiscalização pública após uma brecha de segurança. Sistemas de operações e financeiros foram os mais afetados, seguidos pela reputação da marca e fidelização dos clientes. Para as organizações que enfrentaram um ataque, os efeitos foram substanciais:



Operações de Hackers e os Novos Modelos de “Negócio”


Em 2016, hackear se tornou mais “corporativo”. Mudanças dinâmicas nos panoramas da tecnologia, liderados pela digitalização, estão criando oportunidades para cibercriminosos. Enquanto os invasores continuam a alavancar técnicas comprovadas com o tempo, eles também empregam novas abordagens que espelham estruturas de “gerenciamento médio” dos seus alvos corporativos.



Adwares antigos – softwares que fazem download de anúncios sem a permissão do usuário – continuam sendo canal de ataque, infectando 75% das organizações investigadas.


Proteja o Negócio, Mantenha Vigilância


O Relatório Anual de Cibersegurança 2017 reportou que apenas 56% dos alertas de segurança são investigados e menos da metade dos alertas legítimos foram remediados. Defensores, apesar de confiantes em suas ferramentas, lutam contra os desafios de complexidade e mão de obra, deixando brechas de tempo e espaço para os invasores usarem em sua vantagem. A Cisco indica essas etapas para prevenir, detectar e suavizar ameaças e minimizar riscos:




Relatório Anual de Cibercegurança Cisco – 10 Anos de Dados e Perspectivas


Enquanto a tecnologia tem tornado os ataques mais prejudiciais e as defesas mais sofisticadas, a base da segurança se mantém tão importante quanto sempre foi.



  • Em 2007, o Relatório Anual de Cibersegurança indicou que aplicações de web e negócios eram alvos, geralmente através de engenharia social, ou ameaças introduzidas por usuários. Em 2017, os hackers atacam aplicações baseadas em nuvem e o spam tem se intensificado;

  • Há 10 anos ataques de malware estavam em crescimento, com o crime organizado lucrando com as invasões. Na economia informal de hoje, ladrões agora têm o cibercrime como um negócio, oferecendo opções de entrada com poucas barreiras para potenciais clientes.Hoje, os criminosos podem ser qualquer um, em qualquer lugar; Não precisam de um background de segurança e podem facilmente comprar kits de invasão prontos para uso;

  • O relatório de 2007 monitorou 4.773 alertas de segurança, mapeando aproximadamente o nível nacional de vulnerabilidade de base de dados dos Estados Unidos. No relatório de 2017, o volume de alertas de vulnerabilidade cresceu 33%, registrando 6.380 alertas. Os especialistas da Cisco acreditam que esse crescimento foi motivado pelo aumento de conscientização em segurança, uma maior superfície de ataque de um adversário ativo;

  • Em 2007, a Cisco alertou o ambiente corporativo a ter uma abordagem holística para segurança, integrando ferramentas, processos e educando as partes interessadas para protegerem seus ambientes. Os negócios procuraram nos vendedores uma resposta compreensiva, geralmente em vão, que ao invés disso, prescreveram soluções pontuais fragmentadas. Em 2017 os executivos de segurança estão revendo a complexidade de seus ambientes. “Estamos combatendo isso através de uma abordagem arquitetônica para a segurança, ajudando nossos clientes a tirarem mais dos investimentos em segurança já existentes, aumentando a capacidade e diminuindo a complexidade”, finaliza Ghassan Dreibi.



Sobre o Relatório


O Relatório Anual de Cibersegurançaagora em sua 10ª edição, examina a mais recente inteligência de risco acumulada pelos especialistas de segurança Cisco, oferecendo perspectivas da indústria que revelam tendências de segurança dos clientes.


O relatório de 2017 também evidencia descobertas fundamentais do terceiro estudo anual Cisco Security Capabilities Benchmark Study (SCBS), que analisa a percepção dos profissionais de segurança do cenário de suas organizações. Ele traz tendências geopolíticas, desenvolvimento global em localização de dados e a importância da  cybersegurança como um tópico a ser debatido.


 


Fonte: https://americas.thecisconetwork.com/site/content/lang/pt/id/6997

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